quarta-feira, janeiro 31, 2007

As ruas sujas , os becos e o berço de ouro. Cade o rock and roll????


Pra nao ir tao longe no tempo vou citar alguns artistas geniais dos anos 80. A poesia forte e crua do Cazuza, o lirismo e a veia punk de Renato Russo, o sarcasmo inteligente e critico do Lobao, a irreverencia consciente do ultrage a rigor, o rock junkie vivo do hanoi Hanoi, pra nao falar outros ...O que esses artistas tem em comum? Eu diria que o que os une é o caminho que os levou a fazer algo com essencia, verdade e inteligencia. Esse pessoal todo citado esteve nos becos sujos, nos bares encardidos, nas festas de magnatas , nos grandes eventos e nas bocas de fumo. Esse pessoal todo moldou um caminho de vivencia, ladeados por grandes autores literarios e por gente do mal e do bem.Puderam cavar bem suas estruturas mentais, suas emocoes, com o proposito quase sem querer de serem capazes de produzir cancoes fortes que, mesmo com o tempo voraz, ja conseguiram a vida propria e falam por si.Ao contrario da chamada nova geraçao, cpm 22, detonautas, forfun, e outras nao menos ruins, que nasceram empunhando uma guitarra nobre e esqueceram de sentir o cheiro e o odor que esta na raiz do rock and roll de verdade. Ganharam os instrumentos e fecharam os livros. Tem estudios em casa mas nao conhecem as ruas. Na minha crua e pifia opiniao, acho que essa é a gota dagua que divide os eternos dos que nao serao nada menos que poeira perdida na estrada. Eu quero é rock!!! Viva a verdade !

terça-feira, janeiro 30, 2007

Pensamento Tolo


Ponha-se daqui pra fora

Pensamento tolo

Agora que meu olho enxerga

Nao me cegas mais

Va sorrateiro sujo

Pro seu canto imundo

E fique la fora

Va e nao me apareça mais...

Voce sabe quantos mundos tortos

Eu andei sofrendo?

Sabe quantas vidas tortas

Eu andei errando??

Va pensamento sujo

Pro seu canto impuro

E fique la fora

Va ! E nao me oportunes mais !!!!

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Tianastacia


Milho Verde

Composição: Antônio E Podé




Eu vou soltar as amarras das idéiasvou abrir as janelas e os portõesDe madrugada quero ver a lua cheiaO fogo pôs areia nas minhas limitaçõesNa prateleira farta literaturaBelas palavras mas tão pouca atuaçãoComo é que eu faço contato imediatoSe de imediato o que eu preciso é de alimentaçãoNem São Tomé duvidaria do que eu viNem São Tomé duvidaria mas eu viO cara resolvendo abrir o livro e lerE o vi fazendo o mesmo com seu filho por prazerSentado, despreocupadoFilho e pai somado deligaram a TV

domingo, janeiro 28, 2007

Veraneio de Inverno




A velha toma um sorvete na janela. O avião passa tão depressa que eu penso que é devagar. Mas será o que?? O que será que esta se passando no meu tempo?? A invasão que se da na liberdade ?? Garrafas ao alto! Milhares de cigarros? Mulheres a mil! A noite toda percorrida num relâmpago. O corpo já mostra que á maquina da sinais de existência. No instante que se deu em eternidade assola a sombra do descanso. Mas o sorriso mesmo que absurdo , este sim, acompanha em cada esquina e em todo prazer evidente. Não tem mais dor que não se possa prever. Todo mundo sabe que um dia haverá espanto, e dentro desse espanto, estradas que se multiplicarão em duvidas e inconstâncias que namoram de longe uma vaga certeza. A velha sorri na janela. O garotinho matreiro corre parecendo pular de estrela em estrela. A leveza da vida! O real presente! E o olhar daquele infantil é uma maquina fotográfica do cérebro. A vida sendo colorida. O painel do tempo. A musica que me acompanha sempre traça no pensamento do agora qual será o meu próximo descompasso. Um brinde !

quinta-feira, janeiro 25, 2007



Bilhete


"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."


Mario Quintana

Era a ultima cerveja da geladeira


Eu gosto de cerveja. Sim, eu gosto muito de beber uma cerveja gelada, despreocupado, com um sol no bolso e uma lua na mão.
E por mais que meu sol ande meio apagado e minha lua cheia de fases, prefiro fazer de cada gole uma celebração onde o grande momento acontece na minha cabeça.
Por horas da madrugada , na praia inusitada e ate mesmo na solidão que as vezes visita, a cerveja senta ao meu lado e me ouve calada.
Aliou-se a mim a cerveja e a musica , entao, fizemos varios rock, varios poemas e cogitamos pensamentos mirabolantes e desconfusos.
Era a ultima cerveja da geladeira nessa quinta- feira de janeiro.
Até a proxima !

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Loucos e Santos




Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferençase peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(Autor desconhecido)

segunda-feira, janeiro 22, 2007

O Video Velho que Sera Futuro



Toda vez que assisto a um documentario antigo,um show ou qualquer outra coisa eternizada em imagens, vem um mundo novo em meus pensamentos.Aquele carro que passa ao fundo, no quando da entrevista, traz uma leva de ideias que me atordoam e despertam a curiosidade. Pra onde sera que foi aquele carro vermelho?? Sera que estava voltando ou indo?? Aquela senhora que passava lenta atras da camera... Sera que ainda esta viva?Sera que era feliz? O homem que passava sorrindo com um cigarro lento no canto da boca , a garotinha de tranças que saltitava atras do mesmo video... Sera que de alguma forma interferiram na minha vida??? Sera que se tornaram medicos, advogados, artistas ou loucos?O ano era 1978. A materia era sobre uma performance teatral no centro da grande Sao Paulo. A atriz encenava e a cidade nao parava. O velho curioso que parou e sorriu tranquilo saiu devagarinho pra nao se sabe onde. O tempo estava parado ali, pra sempre , como se guardado fosse num recipiente magico que guarda os segredos e seus encantos. Quizera eu poder entrar naquele video e me misturar àquela cidade que ja nao existe daquele jeito, na rotina daquelas pessoas que ja nao sao do mesmo jeito( nem sabemos se ainda sao). A maquina do tempo que conheço é um video antigo, cheio de cor, magia, alegria e uma incerteza que sempre vai me fascinar.

sexta-feira, janeiro 19, 2007



Pense bem....antes de tudo..pense bem...


Ame seu pai,, beije sua mae..agradeça a Deus por cada raio de sol.....Seja feliz, sincero e urgente. Nasça sempre com um brilho doido no olhar...va pra frente....,..pague pra ver...Desfrute cada segundo sua certeza mesmo que incerta....vai,....vibra com o gol......Solta tudo que te faz melhor...

amem!!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Eu Vou Embora




Eu vou embora!
Um adeus pras paredes
Por cada janela um adeus!
Eu vou embora.

Eu não vou deixar endereço
Talvez me atreva a uma carta
Um telefonema...
Regado ao passado passado...

Essa vida que cansa
Atrofia vagarosamente as pernas
Que num estalo repentino
Põe – se doidas a correr...!!

Mas agora eu vou embora
Pra mãe um beijo
Pro pai um abraço
Engavetando de vez toda saudade!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Elétrica





Vai pela avenida longa
E curta os beijos do seu caminho
Vai que a volta é certa, a solidão perversa
E seu coração um tiro !

Desenha seu caminho com giz
Chame a chuva sutilmente
Sorri pro céu inconstante
Que nenhum Deus ira te negar!

Canta! Dança sorrindo!
Comemora cada encanto
Veste sua alma de alegria colorida
E voa pro seu paraíso!

Alegra minha vida num segundo
Parte, deposita saudade em mim!
Revela seus filmes pro mundo
E enche o universo de doçura!!!

terça-feira, janeiro 16, 2007

Dia Escuro


.....16 dias sem alcool...


Essa noite está dificil. Nenhum trocado, pouca esperança e muita duvida. Sem onde recorrer e com uma consciencia que insiste em culpar qualquer sinal de loucura. Melhor não pensar nos grandes pseudo – viloes que morreram de forma tragica e prematura, não pensar na beira-mar sedutora e no poder do Beira-Mar.
Mas é que tudo fica cada vez mais obscuro e os meus problemas não sabem esperar, os meus poemas servem apenas como ilustrações de um filme estranho e triste. A poesia vive somente nos coracoes insistente dos poetas, e o inusitado é que a vejo em tudo quanto existe, ate mesmo nesta inconstancia, nessa falta de rumo e em toda confusão mental que reciclo em versos e canções.
Eu queria conseguir ser mais perto do normal das pessoas, da vida que todo mundo quer... Acontece que alguma coisa que eu desconheço me arremessou a milhas e milhas dessa normalidade. Sofro de uma doença chamada alegria, onde somente ela pode explicar e confundir. Essas conclusoes que se mostram cada vez mais obvias e coerentes arrancam solucos chorosos da alma. Essa solidao que me ama teria a insensatez de fazerem- se prantear mil coracoes ate uma repentina explosao. Por causa do lado ingenuo que me envolta tenho a infeliz (ou feliz) certeza de que jamas matarei alguem.
Olhando pela janela escura , sofrendo quase que imovel, apesar das sequelas, estou vivo!!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Amor....Amar.....



Pior que amar é o desamor. O não-amar é seco e vazio , é um estado de coração que para muitos seria a solução final. O andar morbido nao me convence. Sera que o sentimento relampago se descarrega de uma vez??Sera que estremece as veias e acelera os batimentos???
Uma onda que vem e volta rapiiod, causando tudo de uma unica vez.

Amor...Amar..... A noite tão do amor é o veneno na dose errada.

Deixo uma Rosa em seu Travesseiro




Deixo uma rosa em seu travesseiro
Com cheiro de felicidade
Perfume de intensa saudade
E lagrimas do que ficou

Num papel amassado de bolso
Um bilhete com frases tremidas
A coragem arrancada do peito
Coragem que um dia faltou

Espinhos que furam a alma
Na arvore do sentimento
Agora que não há argumento
Agora que a luz se apagou

Deixo uma rosa em seu travesseiro
Saindo sem bater a porta
Pisando na fratura exposta
Que mora em meu coração !

domingo, janeiro 14, 2007

Egoísmo






Um cachorro, um carro e um apartamento
Bastam pra dividir o espanto!
Uma varanda vazia cheia de flores
No ultimo andar!

Uma cama desarrumada no sábado pela manha
Um reencontro anunciado
Um beijo despreocupado
E a vida pela frente

Não ha acordo com a vida enganadora
Não há acordo com os deuses do amor
Um cachorro calado
E um carro que sempre vai...

No supermercado confuso
Na praia do inusitado
Haverá uma bruxa rainha
Sempre disposta ao sofrimento.!!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Lapide Solitaria







A lapide solitária
Lá no alto do cemitério
É um mundo de mistério
Que um dia hei de habitar....

E havera chuva e sol
Solidão e silencio agudo
Flores em volta da casa
Vazia sempre ao avesso

De um lado a planta parada
Tocada só pelo vento
E a cidade olhando distante
Num tempo que já não se faz.

Interrupto






Se ela se for é hora certa!
Vão aparecer novas flores coloridas
Vão surgir sorrindo novas idas e vindas
Não vou ficar chorando feito um débil mental!!!


Não vou fazer promessas de parar de fumar
Não vou lembrar de um filme que seria real
Nem vou pedir de volta presentes de natal
Nem vou sair falando besteiras pôr ai...

Se ela se for é tempo certo!
Tomara que o mundo lhe beije a boca
Que algum cara sensato lhe aceite as tolices
Que realize mesmo os seus sonhos mais loucos
E que não leve nada do que falar de mim...

A não ser... que eu bebo e fumo demais!
A não ser... que eu sempre amo demais!
A não ser... que somos terras distantes!
E que eu não tenho hora pra parar de viver...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

A Louca





Vem sorrindo pela madrugada
Com cabelos que brilham
De longe uma louca!
De longe uma louca!

Que espanta os covardes!
Atrai os hipócritas!
Levanta suspeita
Dos pobres incrédulos!!

Vem cantando a vida
Com um copo na mão
De perto uma louca!
Bem perto uma louca!

Que toca os sentidos
Fascina os poetas
Encanta os boêmios
Com seu coração!!!

terça-feira, janeiro 09, 2007

A Bolsa




Emoções, bilhetes e batons!
Dentro da bolsa colorida...
Que por si própria é mesmo ácida
Ácido novo em minha vida...

Espelho, foto e telefone!
Preenchem um pouco a doce vida
De noites turvas em mar de alcool
Dentro da bolsa colorida!

Os olhos vivos de lua cheia
Algumas certas anfetaminas
Perfume mescla o inferno e o céu
Dentro da bolsa colorida!!

Cartões que salvam e que destroem
Armas secretas , alternativas...
A vida não teria graça
Não fosse a bolsa colorida!!!

A Rua Seguinte

O bar havia fechado e outro vez a promessa não seria cumprida. A sede do corpo e da mente pelo esquecimento e desejo guiava suas pernas para o predio da rua seguinte, onde sempre sabia o que o esperava.
Lá se iam 8 cervejas e 2 anestesias em sua mente, e desde sua separação, perambulava pelas ruas e bares, procurando algo que talvez jamais encontrasse novamente. O ritual se repetia. Como possuia a chave da porta, abria de imediato pra não ser fazer notado, subia em passos silenciosos as escadas a fim de seu destino,que na verdade, não sabia se era bom ou ruim...
Rubia abria a porta numa tensão abalada pela vontade que era evidente no seu jeito de olha-lo. Mau abria e já se lançava em seus beijos, ela , naquela descoberta durante os 19 anos anos casada, espancada e humilhada por seu marido velho, que trabalhava viajando pelo interior do nordeste, se entregava a todos os instintos carnais de Duhal.
Ele falava pouco e sempre quando o fazia, pedia que ela o servisse outra cerveja, ou outra dose de whsiky. A mulher voltada a seus caprichos, se colocava a beija-lo, descendo a boca pelo seu corpo ate encontrar o que tanto a satisfazia.
Num misto de desejo, frustração e lembranças, Duhal se embebedava com mais um gole de alcool, observando-a voraz e faminta no meio de suas pernas. Ele lembrava da sua ex – vida, das utopias e sonhos que ficaram enterrados num passado não tao distante. Ela se levantava e tirava devagar a camisola, rebolava na sua cara e arrancava sua calcinha num convite inegavel. Feito um bicho, ele a jogava no colchão de forma brusca, ficava perto de seu rosto e tentava se desligar das suas mazelas da única maneira que realmente o aliviava um pouco das desesperanças.
Depois de coloca-la de 4 , em cima , de lado, no chuveiro, de afogar sua boca naquele sexo sempre molhado e vivo, de lamber e sugar toda intimidade daquela mulher e de gozar intensamente toda luxuria que lhe invadira, ele observava a cidade pela varanda do apartamento.
Ela vinha com mais uma bebida, mais um beijo (que pra ele era vazio), mais um afago e um sorriso, enquanto seus pensamentos iam distantes , numa condenação que beirava um desatino e uma decisao mais absurda.
Duhal tomava um banho demorado e quente. Limpava seu corpo de um nojo de si mesmo ,surgido cada vez que toda ma sorte do mundo desabava sobre sua consciencia tao direta. Ele queria sair do mundo de vez, queria acordar de uma realidade brutal, queria poder saber que tudo aquilo que era a desgraça de sua historia fizesse parte de um mundo irreal, imaginario, onde sempre existe aquela esperança de ano novo...
Eram tres e meia da manha. Duhal abria a porta e tentava ir embora rapido. Ele não queria saber que mais uma vez, a promessa não foi cumprida, e que o mundo já tinha decretado a sua crua sentença de viver perdido, perambulando e louco!!!!

O Bar do Desespero

No bar do desespero toda cerveja acalma , toda cachaça desinibe e todo whisky consola. No bar do desespero toda historia é verdade e toda verdade é triste. No ar sempre existe uma lucidez vagando e um possível sonho misturado a uma fumaça inebriante. Há também o total desengano e a sensatez do quem não se corrigira jamais. Existe uma mulher que dança com o espelho de olhos fechados, que sorri alto e sem a atenção de ninguém. A mulher se mistura ao professor desolado pelo sonho perdido, a frustração do que poderia ser e não foi, um amante do alcool que faz do mesmo seu confidente. A música do desespero traz a contradição do sorriso. Um desesperado que sorri pode parecer louco, porém, um desavisado diria que a alma tão cansada de ser enclausurada, sufocada e reprimida, aproveita um cochilo do corpo pra poder sambar com um copo de pinga na mão. Então ela divaga pelos cantos , canta alto e sem vergonha. Ela canta e dança como se ninguem a estivesse olhando!! A meia luz que enfeita o bar do desespero é confundida com os raios da esperança. As almas que dançam lado a lado sorriem de seus corpos semi-inertes, que nem se dão conta de tamanho espetáculo.
Um habitue da casa dança á moda russa e bate os pés no chão, e, ao seu lado, a garota embriagada bebe outra dose e beija o dançarino absurdo. É o paraíso perfeito dos que não acreditam nos céus. É a medida perfeita dos que não tem limite nem pressa. No bar dos desesperados o desespero é enganado, e, por uma fração de tempo incerta, tudo é misturado com alegria, prazer e consenso . No balcão do bar do desespero as historias são infinitas. A garota triste confidencia seu amor impossível, chora livremente e confessa que o medo do tempo lhe da calafrios. A ruiva tatuada sorri o riso do abismo e confessa que a próxima tentativa será derradeira. Mas existe uma musica que hipnotiza os passageiros da noite. O som que seria eterno. A contradição do retrato vivo. Dá-se fim a noite e o bar do desespero assiste seus convidados voltando paras suas vidas e anti-vidas. O dançarino absurdo anda devagar, a garota vai cambaleando com seu copo, o sol rasga a face de todos que voltam para seus mundos, e, do outro lado da rua , passa um ônibus lotado e um cachorro que não desconfia de absolutamente nada...

Quem Vai



Quem vai


Quem vai sempre deixa
Uma camiseta esquecida
Uma pulseira colorida
Ou uma foto acidental...

Sempre fica na cabeça viva
A lembrança do perfume
Que vaga fantasma pela casa
Causando algo la do alem

Fica um sorriso no ar
A lucidez da criança que corre
A vida sem horário certo
A companhia da alma quebrada

Fica o livro no móvel inerte
A sombra da alegria
O bilhete com o telefone
E a certeza de outro lugar !!!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Poemas Baratos


Assim como no rock , a poesia tem a alma como principio
Um poema quando despenca do imaginario e cai direto na cabeça é tão vivo quanto tudo que vive.
Ele cria vida propria e traz um sorriso solitario de canto de boca, que so quem sofre com este parto sabe a frequencia e a intensidade desse arremesso vindo de nao se sabe onde.
Poemas geniais e baratos.
Quanto custa um poema??
Recolher os poemas das gavetas ou uma taça de vinho???
Quanto custa um poema???
A certeza do papel eterno ou o computador escondido???
Quanto custa ??
Um poema nao custa nada...

Cover pra mim só com feijoada!!


Del Rey, Sir Rossi e Los Sebosos Postiços - Bandas Covers agindo em Recife.



Esses tres grandes icones da musica , cada um na sua praia, marcaram epoca no cenario nacional. Nao se discute suas obras, nem se questiona suas genialidades.(cada um na sua praia)O torto e estranho é ver bandas da cidade fazendo desses artistas consagrados uma especie de caca´-niqueis,usando suas musicas numa camuflada "homenagem", sabendo que o publico adestrado vai para estes circos pagando para ver o show ao contrario.Pior do que as sindromes citadas anteriormente é ver que espaços que deveriam ser usados para artistas novos e velhos, porem originais, sao desviados para projetos que nao tem nenhum sentido e nenhuma alento para os avidos musicais. O que voces acham desses covers??? So com feijoada ou de qualquer jeito???Viva a copia?

domingo, janeiro 07, 2007

...sera que vai chover??


De novo o desconhecido entra em cena. Traz uma novidade que antes parecia tão obvia mas agora inunda suas novas certezas instantâneas. Cavou-se entao uma nova luz daquela fresta estreita por onde não andava passando nem o mais remoto vento. Sorriu futuramente vendo as plantações verdes e prosperas aliadas ao retrato recuperado do filme esquecido.Uma palavra do bem desencadeou a odisséia daquele mesmo sonho que havia partido por que tinha pressa demais. É magico ver de novo com os olhos do imortal o dia após outro respirado com mais ardor do que o do instante anterior.Era confuso demais para o cidadão de terno que passava em flash e não tinha tempo pra mais nada. Era estranho demais pro professor de método retrogrado que entoava o hino nacional em toda sagrada manha. Era chato demais pro intelectual que sempre faz cara de ombudsamn e cega seus olhos diante o espelho. Mas era alegre demais para garota vestida de preto que misturava sua alma ao samba , o rock e o jazz..Enquanto o sentinela dorme na madrugada achando que anda tudo muito certo e normal, do outro lado da cidade uma idéia foi parida e esta sendo criada de modo que seja livre e siga com amor eterno seus desejos encarnados na certeza da mesa cheia. Arroz !!!!!!!!!!!Amor!!!!!!!!!!... feijão !!!Alguem passou e ouviu o recado deixado no muro. Um cartaz que tinha fama de ser sol. Uma bomba leve detonada em pleno meio-dia. Quem sera a mãe da bomba leve???De novo aquele sorriso macabro mandou lembranças longínquas. Quando a esperança desaparecer haverá correria por todos os lados e manchas indesejáveis lavando as calcadas. Who are you dentro de my house??? My green house?? The end??

Tempo


Bem, eu so sei que agora é a hora de correr... Porque o tempo engana todo mundo com sua vagarosidade veloz. A cabeça é outra, o amor virou livro antigo e a vontade é urgente.
Espero realmente a nave espacial que sonhei !!

Arquivo do blog

Quem sou eu

Minha foto
Filme na madrugada. Disco velho. Livro empoeirado. Caixa fechada. Coração trancado. Monossilabo. Plural. Só. Viajante . Caseiro.
Loading...