segunda-feira, maio 21, 2012

Sessão Coruja - Vips





 Marcelo (Wagner Moura) não consegue conviver com sua própria identidade, o que faz com que assuma a dos outros. Isto faz com que passe a ter diversos nomes, nos mais variados meios. Sonhando em ser um piloto de avião como o pai, aplica seguidos golpes e se envolve em inúmeras aventuras. Uma dos mais conhecidas é quando finge ser Henrique Constantino, filho do dono da companhia aérea Gol, durante um Carnaval no Recife. Inspirado na história real de Marcelo Nascimento da Rocha.

Eu Não Sei Falar!!


quarta-feira, maio 16, 2012

PAREM DE JOGAR CADÁVERES NA MINHA PORTA  (Affonso Romano de Sant'Anna)


Parem de jogar cadáveres na minha porta.
Tenho que sair
– respirar.
Estou seguindo para os jardins de Allambra
a ouvir o que diz a água daquelas fontes
e acompanhar o desenho imperturbável dos zeligs.
Não me venham com jornais sangrentos sob os braços.
Parem de roubar meu gado, de invadir meu teto
e de semear pregos por onde passo.
Estou em Essauíra, na costa do Marrocos
olhando o mar. Ou em Minas
contemplando as montanhas ao redor de Diamantina.
Não me tragam o odorento lixo da estupidez urbana.
Parem de atirar em minha sombra
e abocanhar meu texto.
Estou tornando a Delfos
naquela manhã de neblinas
ouvindo o que me diz o oráculo em surdina.
Ainda agora embarquei para o Palácio Topkapi
frente ao Bósforo,
quando tentaram me esfaquear na esquina.
Jamais permitirei que quebrem as porcelanas
e roubem a gigantesca esmeralda na real vitrina.
Não me chamem para a reunião de condomínio.
Estou nos campos da Toscana
onde a gigante mão de Deus penteia os montes
e minha alma se sente pequenina.
Dei de mão comendas e insígnias
não tenho mais que na praça erguer protestos
e distribuir esmolas não é mais a minha sina.
Acabo de entrar no Pavilhão da Harmonia Preservada
e me liberto
– na Cidade Proibida na China.
Não adianta o clamor de burocráticos compromissos
nem vossa ira. Tenho oito anos
saí para nadar naquele açude atrás dos morros
e vou pescar a minha única e inesquecível traíra.
Parem de jogar cadáveres na minha porta
na minha mesa
na minha cama
dificultando
que alcance o corpo da mulher que amo.
Afastem de mim
o meu
o vosso cálice.
Impossível ficar no tempo que me coube
o tempo todo
preciso repousar num campo de tulipas
reaprendendo a ver o que era o mundo
antes de
como um Sísifo moderno
desesperado
julgar
– que o tinha que carregar.

Ando citando textos invisíveis!

Ando citando textos invisíveis! Não invisíveis a mim,mas sim invisiveis a minha outra realidade ! Ando comemorando o não! O não que sorri em forma de lindo sim, que traz da parte vendada o que seria o rio que transbordou e se perdeu... Peço favores sorrindo! Invisível! Invisível! Agradeço com um ar de dever cumprido! Invisível!  E até o retrato perfeito que o céu me dá combina com o que era pra ser e não foi..ainda não... Rezo!Com toda fé ,ate a absurda, confio, reconfio,desconfio e me embriago nos goles vivos da esperança, pensando que a outra dimensão, a outra palavra e o contrário do espelho irão surgir numa inesperada manhã, numa palavra desprenciosa ou na hora incerta da sorte!

Minha Louca Preferida


Minha louca preferida!
Meu vinho...
Minha vodka...
Minha bebida...
Minha confusão geral
Minha chuva de carnaval
Meu disco voador
Tão normal...
E na embriaguez
 Pedaço do seu segredo
Cada segundo
Amor sem pesadelo
E quando adormeces
Os anjos fazem silencio
Pra decorar cada parte
Da leveza que te faz dormir!

segunda-feira, maio 14, 2012

Maldito Cigarro!

Antes fosse a melhor hora para se acordar. Antes fosse... Como se não bastasse a falta de recursos ainda existia o maldito cigarro! Cigarro, caro cigarro! isso é hora de acabar?? Será que, faceiro,se escondeu solitariamente por entres os copos do armario,na gaveta,na estante ou debaixo da cama deitado no frio chão?
E eu me perguntava andando pra lá e pra cá. Tentava achar algo que me levasse a outra digitação mental... Um escrito! As horas passando e eu cantarolando na varanda, esquecido da ausencia do cigarro e tentando outra canção, uma canção que dançasse feliz nas linhas do caderno, com uma faca na rima, destruindo o  piso das folhas de tanto furor e vontade de correr em disparada...
Havia sim o video game!O jogo de futebol era tragador das horas! Tudo parecia passar mais rápido: Era a maratona dos ponteiros! O mais engraçado é que eles sempre corriam quando ninguém estava olhando...
Eu estava cansado... O corpo estava cansado! O cérebro contaminado de velocidade nao queria dormir, ficava tentando o corpo a rodar pela sala, enquanto tentava elaborar a salvação da sua vida! Foi assim então que de repente era outra quinta-feira...Meio - dia!

Esse quase velho hetero

Chamo de anjos modernos essas meninas de saias coloridas que gostam de outras meninas...Chamo de algo novo o que na minha mente machista e velha fica embaraçado e soa esquisito... Mas quem sou pra entender alguma coisa?Quem sou eu? Esse quase velho hetero que se espanta diante a essa nova ordem, essa nova confusão... 
Permito-me olhar por entre as frestas da minha cortina e fazer um verso repentino que retalhe o meu ilógico e so arda nas histórias imaginarias reais que meu cerebro consegue ver!

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Filme na madrugada. Disco velho. Livro empoeirado. Caixa fechada. Coração trancado. Monossilabo. Plural. Só. Viajante . Caseiro.
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