quinta-feira, dezembro 31, 2009


Insensatez

Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado

Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Eu preciso aprender a ser só


Ah, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim tão só
E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu calor
E ver que foi só um sonho e passou

Ah, o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor

Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor
Ah o amor
Quando é demais ao findar leva a paz
Me entreguei sem pensar
Que a saudade existe e se vem
É tão triste, vê
Meus olhos choram a falta dos teus
Esses olhos que foram tão meus
Por Deus entenda que assim eu não vivo
Eu morro pensando no nosso amor

Suspiro Noturno


Essa vaga imagem estática
Que observo escondido no espelho
É na verdade intensa
Um retrato de tristeza
Mesmo quando eu corro
E brinco de alegria
A noite
A tarde
E ate a manhã
Me devolvem a esse mundo
Sem cor
Sem luz
E com uma chuva fina e insistente
Acendo um cigarro...
Olho pela varanda...
Nem o passaro feliz
Nem o cao repleto de liberdade
Tampouco a garota que passa
Nada tira de mim esse fardo
Sei que o sol é bom
Sei que existe o gol do Galo
Mas mesmo assim
Essa inconstante me assola
Quer me contar seus segredos
Então embarco no seu mundo vazio
E acabo escrevendo um verso triste de mim!!!

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Verdejante


Existe uma alegria de cor verde
Cheia de esperança!
Parece aperto no peito
Chuva repentina
Pensei ser alegria pura
Mas no meio do texto
Surgiu um abismo
Uma lembrança triste
Pedaços de saudade...
E meu coração imaturo
Ainda pensando ser criança
Se jogou no rio
Mergulhou
E no quando da imersão
Encontrou uma queda dagua
Uma enxurrada
Forte, insistente...
E pra meu espanto
Nadou
Nadou
Nadou ate a margem
E saiu sorrindo feliz
Despejando luz vermelha
Em cada veia desse corpo!

terça-feira, dezembro 22, 2009

A Luz da Sala


A luz da sala
Tem a sua cara
O seu sorriso
Me faz te procurar
Um drink em gelo
A cor do seu cabelo
E o meu desespero
Me faz te procurar...
Me faz te procurar...
Pra beber mais uma vez
O seu segredo
Me embrenhar mais uma vez
Nos seus cabelos
E dizer mais uma vez
No seu ouvido
Que essa historia vai continuar
Vai continuar...
Vai continuar...

sábado, dezembro 19, 2009

Psicodelia



Perdeu-se o fio da meada
O meio ficou cheio de fim
E o começo foi certamente
Um gelo ao cubo!
Balões ao alto!
Mãos ao vento!
E o louco saia correndo
Pensando que de tudo sabia...
E na 3 hora daquela sexta
Emendou memórias enlaçadas em lembranças
Tossiu rouco, pouco
E festejou o silêncio com o vento na varanda...
Alegria que chegou!
Gol! Golaço!
Um punhado de conhaque
E todo o dia pra não mais morrer...

Tomei agora
O último gole de vinho
E este realmente
Me pareceu sangue
Pois um gosto que nunca senti
Numa temperatura que nunca provei
Realmente me pareceu sangue
Sangue!?!?!?!
Porque tudo hoje se tornou sangue
Minhas lágrimas
Minha água
Meu suor
Meus pensamentos
Meus sentidos
Até meu próprio sangue
Se tornou mais sangue
Tornou-se tristeza
Tornou-se amargo
Tornou-se lágrima
Que se tornou vinho
Que se tornou sangue
Que graças a você
Eu não pude evitar...

Lindy Campos

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Suaves Olhos Meus


Suaves olhos os meus
Ao verem os seus
Dançando sorridentes
Na tela do computador
Pude contar magia
Alegria
A paixao em carne viva!
Nessa loucura toda..Blem ! Blein! Blem!
Que assola em vendaval
Existe um carnaval insano
Esperando passista na avenida
E voltam-se os rumores
Acende-se o pudor
O ar se vai de novo
E toca uma musica no vento...
Feliz me faço agora
Canto! Gargalho!
Distribuo flores
E espero o perfume...
E espero o perfume...

sábado, dezembro 12, 2009

Crônica do Amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Branco


Essa tela branca me desafia. Ela quer que eu fale algo, que eu grite ou ate mesmo espera de mim uma surpreendente confissão. Fico sem sentido, sem jeito, tento buscar do fundo do peito mas o meu cérebro esta congelado em aflição. Podia ser um poema falando do silencio da rua, podia ser mais uma historia de amor, podia ser até mesmo uma frase esperta de uma criança faceira, mas agora so existe um famigerado iceberg.
Nada se consolida em pulsação, em sentimento puro, as palavras se escondem de mim no labirinto que jorra sangue pelo meu corpo, pelo pensamento que nesse instante esta de férias bebendo alguma coisa num bar qualquer do mundo dos pensamentos perdidos.
Nem a poeira invisivel da noite me inspira! Nem o vento frio e calmo que cumprimenta meu corpo. Estou a espera de um choque...Estou cansado de tanto trauma...pavor...
Eu não sei mais o que desenhar na minha visão secreta. Eu não tenho mais paciencia...
Deixo pro meu próximo eu a tarefa de colorir essa pagina sedenta!
.

Maré



O que me intriga mesmo
É saber que esse mar calmo
Ora nervoso
So observa o passar do tempo...

Vem bailando em ondas
Dançando com o vento
Desprezando as tempestades
Numa coerência que assusta

Parece um amor que absorvi
Na sua inconstância de marés
Na profundidade
E na imensidão

Faço dessa leveza verde-azul
Um descanso para minha loucura
Um exercicio para minha calma
E uma esperança para toda morte!

quarta-feira, dezembro 02, 2009

3:57


Ela chorou sozinha naquela noite. Se trancou no quarto e chorou! Chorou ! Chorou! Chorou!
Nem o vento calmo que acariciava a cortina que lhe tocava o ombro, nem saber que o mar estava bem perto de seus pés: Nada fazia com que ela parasse com as lagrimas. Choro sem cor.
O amor da vida tornou-se folha morta no chão. Não havia mais graça nem numa coca gelada... Seus velhos discos gritavam no fundo do baú para que uma emoção fosse reacesa, recordada e lapidada de maneiras e formas diferentes. A alegria partiu!
O maior desespero do alcool é ser rejeitado. E ela rejeitou qualquer alteração , qualquer substancia que lhe desse solavancos e suspiros. Não havia mais cor no apartamento, nem na grama que via do alto de sua janela. Pensou e questionou por onde andava a inocencia, o alto-astral e a pureza daqueles que sorriem com a alma nos dentes.
Era quente aquela noite, era frio seu coraçao...
Deitou-se. Consultou 257 fantasmas. Tomou um calmante.
E foi beijar a felicidade que so enxergava nos sonhos.

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