domingo, fevereiro 28, 2010

O que fizeram com a rebeldia adolescente??


You, what do you own the world?
how do you own disorder, disorder
Now, somewhere between the sacred silence
Sacred silence and sleep
somewhere between the sacred silence and sleep
disorder, disorder, disorder!

Nossos adolescentes estão calados. Amordaçados dentro de uma realidade jamais vista. Controlados pelo que a tecnologia vende como libertação. Perdemos as vozes dos meninos e meninas, insuportáveis como só eles conseguiam ser. Deram lugar a uma massa compacta de desmiolados inertes, pedaços de poeira velha varridos de um lado para o outro sem reação.

O que fizeram com a rebeldia adolescente? Aquela que criava verdadeiros monstrinhos completamente impossíveis de lidar. Onde foi parar a voz esganiçada dos que se proclamavam sempre com razão? Dos que podiam ter todos os defeitos, mas lutavam com unhas e dentes por suas crenças. Aqueles que não se deixavam passar por cima, que não admitiam a derrota, que explodiam sem razão mas partiam pra cima do que consideravam errado. Onde foram parar? Como uma maioria virou minoria?

Está difícil enxergar futuro na adolescência que observo hoje, cada vez mais dominada, cada vez mais apática, acatando ordens insanas como se justas fossem, ouvindo músicas melosas que apenas falam sobre amores não correspondidos. Porra! Cadê o som das batidas que despertavam os olhares sangrentos contra tudo e todos? O adolescente precisa de sua irracionalidade, de seus saltos perdidos rumo a paredes sólidas onde estatelam as fuças contra o concreto, de que outra forma podem amadurecer se não errando?

A adolescência precisa de sua rebeldia insana, necessita de uma interação social que leve ao “ignorar de conselhos”, das más influências. É um processo longo de aprendizado, principalmente de vida, do tipo que nos faz olhar para trás e dar gargalhada das loucuras cometidas, mas com a consciência de que foi espetacular. Vejo hoje adolescentes aceitando seus pais como legítimos donos, baixando a cabeça para absurdos impostos. Não há revolta, não há interesse em xingar.

Os que hoje ouvem McFly, antes ouviam os berros enlouquecidos de Chester Bennington e Serj Tankian. Inspiravam-se em ir contra o sistema, mesmo sem saber o que isso significava. Observamos cada vez mais uma geração do “sim, senhor”, ao invés do “vai se fuder, você não sabe de nada”. O que já gerou movimentos como o Punk, hoje gera apenas movimentos como o Emo. O que antes eram berros e discussões pessoais, hoje transformou-se em papinhos de Messenger. O comodismo impera.

O que fizeram com a rebeldia adolescente? Queremos aqueles insuportáveis de volta. Quebrem tudo, lutem pelo que acreditam, levantem essas merdas dessas orelhas.

sábado, fevereiro 27, 2010

Qualquer Canção


Qualquer canção de amor
É uma canção de amor
Não faz brotar amor e amantes
Porém, se esta canção
Nos toca o coração
O amor brota melhor e antes

Qualquer canção de dor
Não basta a um sofredor
Nem cerze um coração rasgado
Porém ainda é melhor
Sofrer em dó menor
Do que você sofrer calado.

Qualquer canção de bem
Algum mistério tem
É o grão, é o germe, é o gen da chama
E essa canção também
Corrói, como convém,
O coração de quem não ama.

sábado, fevereiro 20, 2010

Partes


Prefiro a minha parte inteira
Espalhada!
Frutificando a bruta flor
Da ignorancia
E da realidade!
Meus pedaços enterrados de futuro
Distribuo agora
Gratuitamente
No que nao se decompoe:
Sorriso!
Abraço!
Afago!
Beijo!!!!!!!!!
E que se multiplique o contrário da dor
Com sua fantasia alegria estampida em gritos
Estampada em versos
E em conhecidas cores
Que me perseguem caçadoras
Por quase toda indiferente madrugada...

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Vento



...Ei , vento amigo! Leve meu ar por ai! Deixe o aroma de tudo que sou, do que fui e do que sera de mim... Me resuma em velocidades, direçoes, tempestades e brisa leve, faz da minha essencia uma cor viva no ar. Não se importe em ir alto com as emoções, não se importe se deixar assustada a planta imovel, pensando que voce partiu sem deixar sequer um bilhete...Vá! Avante! Derrube placas, sinais, não peça licença pra bater a porta subitamente, porta que a muito esperava por uma ventania dessas... Corre pelos cantos do mundo, do meu mundo , e destelha toda emoçao, toda mentira, toda ilusão... Faz um furacão no que desejei arduamente! Cause curto- circuito! E deixa que a garoa te leve de volta a sanidade do mar...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010




Então eis que ela entrou no salão . Era incrivel como tanta beleza cabia num corpo só, cabelos loiros , brilhantes, e mesmo da distancia do balcão no qual me encontrava pude perceber a maciez de sua pele.
Aquele vestido curto era um convite para meus pensamentos secretos. Tudo que eu estimava naquele momento era poder sentir aquele calor nas maos, na boca e em todos outros sentidos...
Sorria e bebia levemente seu whisky. Eu ja havia decorado cada gesto, cada feiçao, e toda vez que ela mordia inocentemente seus lábios lisergicos.
Me aproximei, sorri...
Ela me fitou nos olhos, no fundo dos olhos, e naquele momento algum imã divino fez uma ponte entre o meu desejo e o dela, que me beijou sem falar nenhuma palavra...
Saimos rapido do salao, nao havia tempo para o carro, para a estrada... e no primeiro espaço que cabia nossos corpos dentro um do outro , esquecemos do mundo e desafiamos a lei da física...
Era o ínicio de um incendio de proporçoes catastroficas...

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Se Nada Mais Der Certo - Filme

2006. Léo (Cauã Reymond) é um jornalista que cobre eventos para jornais de fora de São Paulo, cidade em que vive. Ele está com sérios problemas financeiros, piorados devido ao atraso com que são pagos os trabalhos que realiza. Ângela (Luíza Mariani) divide o apartamento com Léo e tem um filho de 6 anos, que é praticamente criado por sua empregada. Depressiva, ela fica boa parte do dia na cama e à noite sai em busca de diversão. Em uma noite Léo resolve gastar o pouco dinheiro que tem e, por acaso, encontra Ângela. Ela o apresenta a Marcin (Caroline Abras), que se veste como homem mas possui trejeitos de mulher. Logo ficam amigos e decidem beber, tendo ainda a companhia de Wilson (João Miguel), um taxista que acredita precisar de um psiquiatra. Aos poucos surge entre eles um forte laço afetivo, aumentado ainda mais quando decidem aplicar um golpe.

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Filme na madrugada. Disco velho. Livro empoeirado. Caixa fechada. Coração trancado. Monossilabo. Plural. Só. Viajante . Caseiro.
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