quarta-feira, janeiro 28, 2009

Verde


Era só a leveza que estava longe. Se perdeu em meio a tanta solidão, a tanto medo de não ver o amor colorido. E os olhos mais uma vez se perdiam junto ao sofrimento...Era so a verdade que trazia temor e pranto. A verdade de amar!
Amar como quem sorri com o vento. Amar como quem corre aos prantos de alegria. 
Uma dose de conhaque. Um copo de vinho gelado. Ao fundo aquela musica triste que fazia feliz a união dos sentidos, da pele , do gozo...
Nessa hora toda os anjos contemplam e uns ate choram.
É só o tempo de relembrar...
É só outra variavel do coração.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Receita de Ponche





Ingredientes e Preparo:

  • 1 garrafa de vinho tinto --
  • caldo de 3 limões;
  • 1 garrafa de boa aguardente (cachaça);
  • 1 litro de água fervente;
  • Canela em pó, a gosto;
  • Um pouco de erva-doce;
  • 300 gramas de açúcar.


Preparo:
  1. Junte todos ingredientes numa vasilha grande.
  2. Misture bem e passe por um pano fino, antes de servir, ou coe em peneirinhas.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

90 dias


A saudade fatiou meu peito! Deixou aberto o coração e , assim, os sentimento saíram rapidamente, como quem busca algo em desespero. Eram 90 dias de sofrimento. O mundo parecia ser outro e a rua tão amiga parecia morta. 
Quis acreditar que o tempo devora a dor, as memórias torturantes e todo o resto...Mero engano...
A morbidez evidente do novo sorriso não engana mais ninguém. Os passos estão mais lentos, a verdade não tem mais forma... Nada traz o brilho perdido.
Esse dia se faz igual aos outros, com a única diferença de ser incolor.
Preciso de algo que está escondido. Preciso da praia antiga e da música de amor.
Revelo a dor em preto e branco... Corro pra disfarçar o que me detém.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Entrega


É bem verdade e todo mundo sabe
Que minha língua procura
Cada canto da sua boca
Para se consumar um beijo!

Será o exagerado desejo
Será o tempo que se faz
Um vestígio de outra vida
Ou simplesmente seu cheiro??

Pode ser no escuro da chuva
Na claridade do seu temor
Pode ser meia-noite em ponto
Avistando um disco - voador

Eu rasgo meu peito !
Dou meu coraçao pulsante e cru!
Pra que voce tenha certeza
Que nunca mais haverá outro poema!

terça-feira, janeiro 13, 2009

Novidade


E agora estamos livres amigo!

Tiramos o sapato do tempo

O relógio mergulhou de férias

E já pode ser 4 da manhã!

 

Deixa aquele jato de lado

Deixe que leve toda a pressa

Que cegou a vontade do coração

E quis deixar num poço a esperança!

 

Avista feliz, amigo, a última onda do mar

Corre com sorriso de menino nos lábios

Faz de conta que é tudo mentira

E rodopie descalço no ar

 

Nessa fração inédita de segundo

Dita com tom de euforia

Levita do alto da escada

E começa seu novo luar!

Buquê (Héber Bensi




Hey, buquê, que está aí, achei que
Estivesse dormindo em meio aquela
Rua que vivia, ardente, gritando,
Chorando, temperança do resfriado

Neoliberal. Tentou nas cantigas a
Mostrar Old Square,alguma forma
Melhor que a Cecília mostrou, por
Todo jeito, com um toque genial.

Iremos cantar hoje? Virá comigo
Buquê, venha mostrar a poesia que
Sonha, e colore a ilusão da cidade.

É...


Não! Realmente não ando lá  muito bem! É que tem hora que um caminhão de saudade faz a curva sem avisar e me acerta em cheio ! Então eu saio catando memórias espalhadas pelo asfalto, pela sala, pela , praia, pela noite , pelo quarto...
E outro cigarro me assusta ao me deparar com minha nova face no espelho. 
Onde está o  sorriso que estava ali?? Essa ar desconhecido não é meu!
Bobagem... Tudo se resume em espanto e esse espanto tem forma de eco. De um lado pro outro e o tempo criado conta. O que será que existia na segunda rua á direita que eu nao segui?
Agora ! E agora?? Agora de madrugada e esse silêncio chato me ouvindo calado, mudo, com cara triste de quem de verdade está dividindo essa dolorida taça de vinho.
Eu fico pensando o que aconteceria se as contas estivesse vencidas,  o condominio atrasado, a luz cortada e a cabeça no espaço... Ainda bem que existe amanhã...

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A mãe é ser !


Mais uma manhã me olhando com cara de ânimo. Ela mesmo bate em minhas costas como quem diz: _Coragem ! Há um mundo aí fora! O meu sono desregrado nesse instante me chama pra cama, faz de conta que o sol é a lua e que já está muito tarde para estar de pé.
A imagem que fica por detrás do fechar dos olhos é um mundo feliz. Mundo onde existia sorriso, existia amigos, existia piada e existia mesmo  Mãe!
Vejo agora um livro assassinado, um livro aleijado onde um louco arrancou variadas páginas, fazendo com que agora não exista mais começo, nem meio , nem fim.
As páginas se misturam e o enredo fica confuso. O final feliz esta no começo, o drama no meio e as incertezas no fim, no começo e no meio. Basta sorrir ! É só não ter espanto!É so ligar a televisão bem alto, com uma música alegre e descompromissada , que faça as pessoas sorrirem e espante a nuvem negra de pensamentos opostos pra bem distante.
O trem passou! O carro passou! De longe fica uma visão de nostalgia... Uma angústia danada... E passarinho que canta bem perto da minha janela humilha toda existência , mostrando como é sofisticadamente simples a face da felicidade! Mais um brinde ! Amén!

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Filme na madrugada. Disco velho. Livro empoeirado. Caixa fechada. Coração trancado. Monossilabo. Plural. Só. Viajante . Caseiro.
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