segunda-feira, maio 18, 2015

Perfumes


Deixe seu perfume e pode ir embora. Me alimentarei do seu cheiro, daquele fevereiro e do janeiro que ja não há mais. De um possivel desgosto em Agosto, do vento de Outubro, das aguas de Março , do meu descompasso , meu destempero e do meu despedaço...numa tarde febril...de Abril...
De tudo que era fantasma em Novembro, um nada que eu nem me lembro até Dezembro chegar... Das flores de Maio, do frio de Junho, das férias de Julho e da rosa que se foi em Setembro. Deixe seu perfume e vá !

Quase que totalmente brancos

Venho caindo abismo abaixo 
Ora pensando que pra cima
Num esculacho ao contario
Que se chama tempo
E me vejo em fotos...
Parece que foi ontem
Acho que descobri sem querer
Que o tempo sao rugas no rosto!
O vento esta no mesmo lugar
Embora em movimento
As ondas do mar
Repetidas eternas num vai e vem
A arvore imovel , despercebioda
A folha que seca e deixa a herança nos galhos
As estrelas no mesmo lugar
A lua como testemunha
O sol sempre a brilhar esperanças
E as rugas, a pele que se desfaz
E os meus cabelos brancos
Quase que totalmente brancos...
Eu acho que o tempo se disfarça em rugas
Em filmes coloridos
Em pensamentos distantes
E em todos esses meus cabelos brancos...
Quase que totalmente brancos...

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Filme na madrugada. Disco velho. Livro empoeirado. Caixa fechada. Coração trancado. Monossilabo. Plural. Só. Viajante . Caseiro.
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