sexta-feira, setembro 10, 2010

Era uma especie de poesia rara

Era uma especie de poesia rara...Dessas que nao se ve por ai. Os olhos ja acendiam às demais vistas todo significado de alegria pura. Estado de espirito atestado no olhar. Queria a proxima letra , a proxima palavra, a proxima frase que lhe fizesse o sentido imediato das coisas, que abrisse o leque e pegasse o taxi.
Conviveu no céu da insanidade e no paraiso da razão. Fazia festas ao contrario e sempre cantarolava a canção preferida que emoldava as coisas e os casos contados pelos cantos de um falso amor, uma paixao viva e os caminhos que ficaram na sola do sapato, pedaços de estradas velhas que por si proprias criam vida debaixo de variados pés. Era uma poesia que corria solta! Na velocidade do desespero mas sem estar desesperada., na grandiosidade das coisas sem ter noçao de tamanho e nem espaço de tempo..intervalos... Era o dom de voar na maior contradiçao da fisica, do que a ciencia classifica de exato e de comum compreensao: Não! Era uma poesia rápida , exata, que deixou comprimidos para uma nova dor de cabeça causada por outra poesia qualquer( de tamanha raridade).

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Filme na madrugada. Disco velho. Livro empoeirado. Caixa fechada. Coração trancado. Monossilabo. Plural. Só. Viajante . Caseiro.
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