sexta-feira, maio 01, 2009
terça-feira, abril 21, 2009
Eu sempre acreditei na lua

Eu sempre acreditei na lua.
Quando ela me olhava no alto de toda sua luz, toda cheia de sí, estava sempre no canto do céu, no espaço que era todo seu.
Parecia que havia dormido e bebido o dia inteiro e agora descansava serena com as pernas soltas no ar.
Me lembro bem de quando ela acenava pro cometa que passava apressado e de quando pergunta silenciosamente em reflexo para o mar se estava exuberante como sempre.
Uma estrela era amiga íntima da lua, dividiam segredos, contavam seus sonhos, trocavam olhares de longe e sabiam de toda doçura do universo.
Eu sempre acreditei na lua! Crescente , quente, inconsequente e abominavelmente!Feito louco apaixonado!
Eu sempre acreditei na lua!
Transborda meu coração quando chove em Candeias

Chove em Candeias e meu coração transborda!
É o cheiro da terra molhada. Transborda com o chato bemtevi e com toda sua turma de almas penadas.
A minha rua que leva ao mar na sua certeza sorridente já conversa comigo! Posso ouvir a cada passo os relatos da memória dizendo o quanto foi bom... Quero continuar na rua da memória!
A brisa leve...
Esse meu andar inconstante...
Essa mesma rua...
Daqui de longe faço a ponte para os mais variados mundos, partindo ávido e insandecido pelos outros espaços que me cabem, ou não...
A chuva continua...
Transborda meu coração quando chove em Candeias!!!
quarta-feira, abril 15, 2009
Atento

Sou um observador solitário de olhares . Olhares solitários como os meus.
Vejo o amor estampado nos olhos desatentos e isso me soa como um estampido!
É questionadora toda expressão absurda que se esvai naturalmente desse semblante! Tem cheiro de verdade! Tem uma unidade,solidão, solidez e uma serenenidade que mastiga a alma por uma lado e reacende a vida por outro...
Então arrebato a culpa e o temor por ser o irresponsável por tudo isso, por esse momento. Fico paralizado de pensamentos ,fixado no fato mais próximo de alguma divindade que presenciei em toda vida.
É tanta alma! É tanta paz escapando pelos poros sem que a beleza radiante sentada a minha frente se de conta...
Repito que as vezes me assusto...
Acho que não cabe á mim...
Amo assim minuciosamente em olhares de uma angulo favoravelmente mágico! Bravo!
Fica decorado tudo isso que me parece incolor, mas que transborda em cores uma felicidade esperançosa pra depois de amanha! Feliz!
sábado, abril 11, 2009
Chorinho
quinta-feira, abril 09, 2009
AntiMovimento


São palavras que saem de repente. É o mundo que figura as imagens que meu olhar as vezes nao entende. É a vontade e o querer misturados a longa manhã de sono. Desafio o tempo sentado com um cigarro lento. O sol parece indiferente ao calendario, assim como a chuva , o vento forte e a tranquila lua que me sorri no seu quarto crescente.
Estão todos ali parados. Estáticos. No mesmo lugar.
Enquanto isso eu choro , eu posso sorrir , eu entro em panico e gozo de felicidade. O movimento que causa a vida é o mesmo que enlouquece.
Podia ouvir mil vezes o mesmo velho rock, andar pela orla ora desesperado , ora nao me cabendo em alegria, mas o movimento novamente, ele existe...e faz esse turbilhao confundir a mente e o coração.
Nunca duvidei da importancia da cerveja. Quero uma agora aqui comigo, inseparavelmente gelada.
Até os carros parecem incomodados com tanto vai e vem. Essa inconstancia irriquieta é a vida! Vida que pulsa e foge ás explicações e a toda metodologia cientificamente casual. A grande contradição entre o pobre mortal e o sol são as lagrimas. O sol se mostra frio e sem emoção, apesar de ser todo calor. A chuva apesar de cair feito lagrimas nao chora. É tudo um teatro onde os fantoches são os feitos de carne e osso.
Eu continuo desafiando o movimento.
Parado. Ímovel. Semi inerte. Carrego em meus ombros metade da dor do meu mundo, a outra metade divido nos passos que obrigatoriamente tenho que consumar.
Agora que chega nova sexta-feira posso enfim me cobrir da cegueira ilusoria que me acomete a cada fim de semana.
O movimento. O corpo em movimento.
Dançam agora todos os orgãos internos do meu corpos embalados pelo samba inconscientemente triste que cadencia meu coração...
domingo, abril 05, 2009
Adios Amigos !

Aos meus amigos sinceros escrevo esta noite. A todos aqueles que dividem comigo sorrisos, dores , angustias , amores , cigarros e cervejas. Aqueles mesmos que sabem o quão sagrada é a mesa de bar e a infinidade de sonhos e mundos que ali nascem ou morrem.
Brindando sempre, tentando ser feliz sempre! Esses são os meus amigos!
As vezes o tempo doido se mistura com a vida louca e essa equação acaba com o nome de distancia, distancia essa que so alimenta a vontade do reencontro e de mais uma celebração.
E vamos todos tentar trabalhar, tentar entrar no círculo cruel que nos chicoteia com suas imposições e com sua especialidade mortal de dizimar castelos... Mas amigos estão por perto e servem para novas construções. Pode vim uma onda imensa e espalhar todo o sentimento, mas os leais se juntam e tramam uma nova felicidade á beira de um botequim, uma varanda grande ou uma sala de estar, de bemestar!
Aos meus amigos toda sorte do mundo, todo amor que houver nessa vida e muitos, muitos, mais muitos mais trocados que lhes deem garantia!
Um brinde!
sábado, abril 04, 2009

Diga Lá, Coração
Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha
Gonzaguinha
Composição: Gonzaguinha
São coisas dessa vida tão cigana
Caminhos como as linhas dessa mão
Vontade de chegar
E olha eu chegando!
E vem essa cigarra no meu peito
Já querendo ir cantar noutro lugar.
Diga lá, meu coração
Da alegria de rever essa menina,
E abraçá-la,E beijá-la.Diga lá, meu coração
Conte as estórias das pessoas,
Nas estradas dessa vida.
Chore esta saudade estrangulada
Fale, sem você não há mais nada
Olhe bem nos olhos da morena e veja lá no fundo
A luz daquela primavera.
Durma qual criança no seu colo
Sinta o cheiro forte do teu solo
Passe a mão nos seus cabelos negros
Diga um verso bem bonito e de novo vá embora
Diga lá, meu coração
Que ela está dentro em peito e bem guardada
E que é preciso
Mais que nunca
Prosseguir,Prosseguir.
domingo, março 29, 2009
Velha Gargalhada

Pior que estar só e estar só na madrugada. Nada pra fazer.
Sem perspectivas de amanhã cedo. Sem ninguem pra lamentar.
É terrivel ver os pensamentos mudando de cor, as estrelas se apagando vagarosamente e o cinzeiro cada vez mais cheio de restos de cigarro.
Abandonei o alcool faz muito tempo, o que me faz sentir mais solitario ainda, percebi que a companhia do mesmo havia me enjoado. Me dado náuseas.
Era sempre a mesma conversa e o mesmo desequilibrio no volume do radio e na vontade de pular.
Eu olho pra vazio e vejo tanta coisa no passado... Meu Deus! Meu mundo era bom e eu nem sorria! O que existe entre o silencio e uma lagrima??
Eu tentei ler algum livro que me fizesse leve. Eu quis muito saber onde estava a velha gargalhada que me acompanhou durante muitos e muitos anos. Fico pensando onde sera que foi parar! Será que invadiu outro rosto desavisado e guarda para ele o mesmo sumiço que me deu de presente???Pode ser... A gente nunca sabe de nada mesmo...
Eu tenho medo!Eu tenho medo de não sei o que! Mas este não sei o que pisa tão forte no chão do mundo que sinto seu barulho desde já
Esse medo torto nao me assusta! Isso tudo sera poeira com mais algum tempo em cima, eu sei...
Eu estou beijando a brisa dessa noite sem nenhum amor no coração.
sexta-feira, março 27, 2009
O novo rockstar de Recife : João do Morro !

Nada contra esse artista e seu trabalho, porém devo lembra aos que lêem agora, nesse exato momento, que estamos falando de rock.Que felicidade sentiram tantos " rockeiros " ao poderem botar as manguinhas de fora e enfim arriscarem uns passos ao som do novo héroi musical!!!Esta é a grande chance que agora todos eles tem de botar o seu lado "pagodão" pra fora, sem ter a preocupaçao de manterem a falsa postura rock and roll.E eis que agora o " novo Chico Science as avessas " assola ate festivais renomados na cidade e em outros nem tanto, mas o fato é que pessoas que conheço e que sao do rock cada vez mais sorriem assustados do monstro sist !!!Todo mundo dançando Joao do Morro e invadiram nosso quintal, ou melhor, nossa praia ou talvez melhor um dos ultimos redutos de não - poluiçao sonora. A moda agora são "os boyzinhos "e as "meninas correndo da tempestade por que flevaram uma pisa de balaiagem ".E eu acabo cada vez mais apaixonado pela minha vitrola vde vinil velho , pelo myspace e pelo window media player...É claro que cada um samba o rock que quizer, se alivia como quizer e torce pro time que quiser, mas pelamor, não coloquem Pitu no meu Jack Daniels!!!! E vamos pro samba!p.s - nada contra Pitu!
quarta-feira, março 25, 2009
terça-feira, março 24, 2009
Crime

A justiça não pode ser obtida sob nenhuma Lei que seja - uma ação que está de acordo com a natureza espontânea, uma ação justa, não pode ser definida por dogmas. Os crimes defendidos nesses planfletos não podem ser cometidos contra o 'si mesmo' ou o 'outro', mas apenas contra a mordaz cristalização de Idéias em estruturas de Tronos & Dominações venenosas. Ou seja, não crimes contra a natureza ou contra a humanidade, mas contra a ordem legal. Mais cedo ou mais tarde, o descobrimento & a revelação do ser/natureza transformam uma pessoa num bandoleiro - como se ela visitasse outros mundos & ao retornar, descobrisse que foi declarada traidora, herege, um ser exilado. A lei espera que você tropece num modo de ser, uma alma diferente do padrão de 'carne apropriada para o consumo' aprovado pelo Sistema de Inspeção Federal - &, assim que você começa a agir de acordo com a natureza, a Lei o garroteia & estrangula - portanto, não dê uma de mártir abençoado & liberal da classe média - aceite o fato de que você é um criminoso & esteja preparado para agir como tal. Paradoxo: adotar o Caos não é escorregar para a entropia, mas emergir para a energia semelhante à das estrelas, uma espécie de graça instantânea - uma organização orgânica espontânea completamente diferente das pirâmides sociais putrefatas dos sultãos, muftis, cádis & carrascos. Depois do Caos, vem o Eros - o princípio da ordem implícito no vazio do Uno Inqualificável. O amor é
estrutura, sistema, o único código não contaminado pela escravidão & pelo sono drogado. Precisamos nos tornar vigaristas & persuasivos para proteger sua beleza espiritual num bisel de clandestinidade, num secreto jardim de espionagem. Não apenas sobreviva, enquanto espera que a revolução de alguém ilumine suas idéias, não se aliste no exército da anorexia ou bulimia - aja como se já fosse livre,calcule as probalidades, pule fora, lembre-se das regras de duelo - Fume Maconha/Coma Galinha/Tome Chá. Todo homem tem sua própria vinha & sua figueira - carregue seu passaporte mouro com orgulho, não fique parado no meio do fogo cruzado, proteja-se - mas arrisque-se, dance antes que fique calcificado...
O mundo já foi recriado segundo o desejo do coração - mas a civilização é dona de todas as locações & da maioria das armas. Nossos anjos ferozes exigem que invadamos a propriedade alheia, porque se manifestam apenas em solo proibido. O Ladrão de Estrada. A ioga da clandestinidade, o assalto relâmpagop, o desfrute do tesouro.
segunda-feira, março 23, 2009
Até as formigas estão correndo
Até as formigas estão correndo!
Elas estão , na verdade
Com um pavoroso temor
De serem invisivelmente esmagadas!
Reparei na pressa das formigas
Logo após me espantar
Com a velocidade doida
Com que o carro vai...
E como o vento era veloz também!
Fios eletricos ao vento, vendaval
E o estádio das formigas lotado
Parecia dia de carnaval!
O relógio , que surpresa!
Me reclamava que estava atrasado
Que ja era hora de ir embora
E fazer o mundo ao contrário!
quarta-feira, março 18, 2009
Amor Louco

amor louco não é uma social-democracia, não é um parlamentarismo a dois. As atas de suas reuniões secretas lidam com significados amplos, mas precisosdemais para a prosa. Nem isso, nem aquilo - seu Livrode Emblemas treme em suas mãos. Naturalmente ele caga para os professores & para a polícia, mas também despreza os liberais & os ideólogos- não é um quarto limpo & bem iluminado. Um topógrafo embusteiro projetou seus corredores & seus parques abandonados, criou sua decoração de emboscada feitade tons pretos lustrosos & vermelhos maníacosmembranosos... O anarquismo ontológico nunca retornoude sua última viagem de pesca. Conquanto ninguém nos denuncie para o FBI (CIA), o CAOS não se importa nemtão pouco com o futuro da civilização. O amor loucoprocria apenas por acidente - seu objetivo principal é engolir a Galáxia. Uma conspiração de transmutação...O amor louco é saturado de sua própria estética, enche-seaté as bordas com a trajetória de seus próprios gestos, vive pelo relógio dos anjos, não é um destino adequadopara comissários ou lojistas. Seu ego evapora-se com a mutalidade do desejo, seu espírito comunal murcha em contato com o egoísmo da obsessão. O amor louco pedesexualidade incomum, da mesma forma que a feitiçaria exige uma consciência incomum. O mundo anglo-saxãopós-protestante canaliza toda sua sensualidade reprimida para a publicidade & divide-se entre multidões conflituantes: caretas histéricos versusclones promíscuos & ex-ex-solteiros.
O Amor Louco não quer se alistar no exércitode ninguém, não toma partido na Guerra dos Sexos, entedia-se com os argumentos a favor de iguaisoportunidade de trabalho (na verdade, recusa-se a trabalhar para ganhar a vida), não reclama, não explica, nunca vota & nunca paga impostos.O Amor Louco gostaria de ver todo bastardo ('filho natural')chegar ao fim de sua gestação e nascer - o AL vive deaparelhos antientrópicos - o AL adora ser molestado porcrianças - o AL é melhor que preces, melhor que sensimilla (3) - o AL leva para onde for suas própriaspalmeiras & sua própria lua. O AL admira o tropicalismo,
a sabotagem, a break dance, Layla & Majnun (4), o cheirode pólvora e de esperma. O AL é sempre ilegal, não importase disfarçado de casamento ou de um grupo de escoteiros -sempre embriagado do vinho de sua próprias secreções oudo fumo de suas virtudes polimorfas. Não é a deterioração dos sentidos, mas sim sua apoteose - não é resultado dada liberdade, mas seu pré-requisito.
segunda-feira, março 16, 2009
Cronômetro

Que felicidade mais triste apareceu! Uma felicidade desbotada! Um sorriso seco! Uma certeza incomodando baixinho que vai haver outro trovão.
E por mais que esteja tudo sorrindo torto e etílico, agora existe um tamanho imenso de falta de espaço. Falta espaço onde nao cabe mais nada...Falta essa cor e esse grito que não se vê...
Mesmo no gol , no sublime momento do gol, alguma coisa mostra escondido que antes era diferente, saudosista do que virá...
Ora! Amanhã...A manhã...
Esse risco diário se cria. Tem pernas invisiveis e anda ora depressa, hora quase parando...ora!
São mais 10 minutos pra luz chegar. Devagar é claro! Com essa banda imaginaria!
São anos que parei de contar por uma nova vida após uma primeira morte. Sorte? Será?
Vamos andando...
Vamos...
Que já não e hora de ficar por aí!
sábado, março 14, 2009
Hemisfério esquerdo do meu peito
segunda-feira, março 09, 2009
Ando calado e olhando

Ando calado e olhando
Olhando calado
Ao lado
Tudo que me ladeia agora
Toda hora
Do lado de dentro
Daqui meiahora
Do lado de fora
Eu so escuto o silêncio
No meio do murmurinho
Só o silencio selado
Selando meu pensamento
Tem música nesse silencio
Nesse amor, nesse tormento
Desviando do copo de vidro
Gritando a todo momento...
sexta-feira, março 06, 2009
Feijão Tropeiro !!

Ingredientes
3 cebolas médias fatiadas
• 3 colheres (sopa) de manteiga
• 1 maço de couve-manteiga
• 500 g de lingüiça de porco
• ½ colher (sopa) de fermento em pó
• 1 colher (sopa) de álcool
• 500 g de toucinho para torresmo (barrigada)
• 500 g de feijão
• sal a gosto
• 1 xícara (chá) de cebolinha verde picada
• 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
• 3 dentes de alho amassados
• 3 colheres (sopa) de manteiga
• 1 maço de couve-manteiga
• 500 g de lingüiça de porco
• ½ colher (sopa) de fermento em pó
• 1 colher (sopa) de álcool
• 500 g de toucinho para torresmo (barrigada)
• 500 g de feijão
• sal a gosto
• 1 xícara (chá) de cebolinha verde picada
• 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
• 3 dentes de alho amassados
Modo de Preparo
Lave o feijão, coloque-o numa panela de pressão com 1 litro de água e leve ao fogo por 30 minutos, sem deixar que cozinhe demais os grãos devem ficar inteiros e mais duros do que de costume. Retire da panela e coe imediatamente, para interromper o cozimento. Reserve. Corte o toucinho em cubos, coloque numa tigela, junte o sal, o álcool e o fermento e misture. Numa panela, coloque 1/2 copo de água, adicione os cubinhos de toucinho e frite-os em fogo baixo. Quando amarelar (mas ainda estiver claro), retire o torresmo do fogo, coloque sobre uma peneira e deixe escorrer. Em seguida, aqueça muito bem a gordura que ficou na panela, coloque o torresmo escorrido e frite até dourar. Tome cuidado para que não fique muito escuro e amargo. Coloque sobre papel absorvente e reserve. Pique a lingüiça de porco, coloque-a numa frigideira e refogue, pingando um pouco de água, de vez em quando, para que frite em sua própria gordura. Reserve. Limpe, lave e seque as folhas de couve. Sobreponha as folhas, enrole e corte em tiras bem finas. Coloque na mesma panela em que foi preparada a lingüiça e refogue. Acerte o sal e reserve. Numa frigideira, derreta a manteiga, junte a cebola e o alho e refogue até a cebola dourar. Acrescente a farinha de mandioca, misture e, sem parar de mexer, deixe torrar. Adicione o feijão, a lingüiça e a couve e misture. Coloque a cebolinha, acerte o sal e deixe no fogo por mais 2 minutos, mexendo sempre. Transfira para uma cumbuca ou travessa, adicione os torresmos, misture e sirva. Se preferir, sirva os torresmos à parte
quarta-feira, março 04, 2009
In Extremis

Olavo Bilac
Nunca morrer assim!
Nunca morrer num dia
Assim! De um sol assim!
Tu, desgrenhada e fria,Fria!
Postos nos meus os teus olhos molhados,
E apertando nos teus os meus dedos gelados...
E um dia assim!
De um sol assim!
E assim a esferaToda azul, no esplendor do fim da primavera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda!
O ventoDespencando os rosais, sacudindo o arvoredo...
E, aqui dentro, o silêncio... E
este espanto! E este medo!
Nós dois... e, entre nós dois, implacável e forte,A arredar-me de ti, cada vez mais a morte...E
u com o frio a crescer no coração, — tão cheioDe ti, até no horror do verdadeiro anseio
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!E eu morrendo!
E eu morrendo,Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão bela palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida!
A delícia da vida!
terça-feira, março 03, 2009
Ando abraçando o vento invisível

Ando abraçando o invisivel no vento!
Não é loucura o que me acomete
O nome disso
É saudade...
Saudade que invade
Chama pra dançar ao som do silêncio
Não tem hora marcada
E desconhece o tempo
A cor da saudade não tem cor
Se eu pudesse pinta-la à mão
Estamparia de negra:
Fachada da saudade!
Ando abraçando o vento invisível
Ando e imagino sorrindo
A materialização do perfume
E o tamanho inconteste daquele sorriso!
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