sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Noites


Eu vou brincar com a solidão

Vou oferecer-lhe balas , doces

Vou fingir que nao estou nem ai

Só pra ver onde vai chegar


Abrirei duzias de cervejas

Um vasto coração

So pra ver se a existencia

Vale mais do que contos de réis


Vou saborear um xis la o que

E vou agora entender

A verdade exata

Que vale um apetite


Um founde

Vá se founde..

E a aurora toda

Bebendo com meu pensamento!

Sonhando


Sonho!

E figura feliz meu mundo

Tudo que sonhei

Se faz num segundo!

Pedi um pedaço do tempo

Pra enterrar o lamento

E fazer brilhante

Tudo que esta por vir

Sonhei nessa madrugada!

Sonhei que era manhã cedinho

Caia uma leve chuva fina

E o mundo me olhava dormindo

Sonho mesmo com o dia

Em que o sorriso sera corpo inteiro

Sonho realizado, perfumado

De janeiro velho a novamente janeiro...

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

A Bolsa

Smile


Não me assustei!

Era mesmo verdade

Que o sorriso desapareceu

E deixou a face triste...


Desapareceu não por maldade

Pois deixou um aviso no ar

Estava de malas prontas

Não cabia mais por ali


Quis o contrario da cor

Beijar a escuridão calada

Acariciou seus 5 sentidos

Esperou o avesso da luz


E no rastro deixado

Ficaram sobras de carnaval

Lembranças de afeto

E uma taça tranbordando amor!


domingo, fevereiro 08, 2009

Luz!




As vezes não nos damos conta das alegrias que perdemos. As vezes não sabemos a exata dimensão que um sorriso pode nos mostrar. É hora de pedir ao tempo que passe mais lentamente, para que alguns erros possam ser consertados e para que a felicidade reine soberana. Tão difícil é reconhecer o quanto andamos distraidos a ponto de nem perceber o real milagre divino que nos cerca brindando o fato de ser, de simplesmente existir e celebrar cada raio de chuva, cada gota de sol !


Queria agora ter uma cartola mágica, uma bola de cristal, algum artifico que me mostrasse o caminho onde as flores são mais bonitas e a água jorra abundantemente da fonte.


Me conforta saber que ainda há tempo e que tudo que sonhei por muitos e muitos anos pode se materializar bem na palma da minha mão! Fé!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Estalo


De repente a casa ficou vazia

Já não ecoa mais o sorriso

Nem o barulho do vento

Tudo esta no além

Além do que posso pensar

Além do que acreditei

Perto do fim do mundo

Distante demais de mim

Faz frio nesse quarto oco

Onde o fogo não entra mais

Já nem sei que horas são

Dentro do mundo moderno

O silencio me oferece um cigarro

Diz que a vida é assim

E vou morrendo pra cama

Pensando em não existir!

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Reflexo


Não! Mais uma vez você a querer me mostrar a face da verdade ! Outra vez me olha frente a frente, no fundo dos meus olhos e parece saber exatamente tudo que esta escrito, desenhado e pintado em minha alma.

Me fita com esse olhar de rejeição, de decepção e de na verdade ter imaginado pra mim outro futuro , outra vida , outro ideal.

Não me deixas sair correndo , prende minha atenção! Se eu tento desviar o olhar ou simplesmente abaixar a cabeça, a sua insistencia em minha frente faz com que seja quase impossível que por um segundo eu venha a não perceber sua obscura presença...

Isso já esta corriqueiro! Isso já e estarrecedor! Depois de tanto tempo, de tanto tormento, eis que para minha não-loucura finalmente resolvi tomar uma decisão:

Será quebrado em pedaços e jogado ao lixo cada caco que sobrar de ti , meu assombroso espelho !

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Verde


Era só a leveza que estava longe. Se perdeu em meio a tanta solidão, a tanto medo de não ver o amor colorido. E os olhos mais uma vez se perdiam junto ao sofrimento...Era so a verdade que trazia temor e pranto. A verdade de amar!
Amar como quem sorri com o vento. Amar como quem corre aos prantos de alegria. 
Uma dose de conhaque. Um copo de vinho gelado. Ao fundo aquela musica triste que fazia feliz a união dos sentidos, da pele , do gozo...
Nessa hora toda os anjos contemplam e uns ate choram.
É só o tempo de relembrar...
É só outra variavel do coração.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Receita de Ponche





Ingredientes e Preparo:

  • 1 garrafa de vinho tinto --
  • caldo de 3 limões;
  • 1 garrafa de boa aguardente (cachaça);
  • 1 litro de água fervente;
  • Canela em pó, a gosto;
  • Um pouco de erva-doce;
  • 300 gramas de açúcar.


Preparo:
  1. Junte todos ingredientes numa vasilha grande.
  2. Misture bem e passe por um pano fino, antes de servir, ou coe em peneirinhas.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

90 dias


A saudade fatiou meu peito! Deixou aberto o coração e , assim, os sentimento saíram rapidamente, como quem busca algo em desespero. Eram 90 dias de sofrimento. O mundo parecia ser outro e a rua tão amiga parecia morta. 
Quis acreditar que o tempo devora a dor, as memórias torturantes e todo o resto...Mero engano...
A morbidez evidente do novo sorriso não engana mais ninguém. Os passos estão mais lentos, a verdade não tem mais forma... Nada traz o brilho perdido.
Esse dia se faz igual aos outros, com a única diferença de ser incolor.
Preciso de algo que está escondido. Preciso da praia antiga e da música de amor.
Revelo a dor em preto e branco... Corro pra disfarçar o que me detém.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Entrega


É bem verdade e todo mundo sabe
Que minha língua procura
Cada canto da sua boca
Para se consumar um beijo!

Será o exagerado desejo
Será o tempo que se faz
Um vestígio de outra vida
Ou simplesmente seu cheiro??

Pode ser no escuro da chuva
Na claridade do seu temor
Pode ser meia-noite em ponto
Avistando um disco - voador

Eu rasgo meu peito !
Dou meu coraçao pulsante e cru!
Pra que voce tenha certeza
Que nunca mais haverá outro poema!

terça-feira, janeiro 13, 2009

Novidade


E agora estamos livres amigo!

Tiramos o sapato do tempo

O relógio mergulhou de férias

E já pode ser 4 da manhã!

 

Deixa aquele jato de lado

Deixe que leve toda a pressa

Que cegou a vontade do coração

E quis deixar num poço a esperança!

 

Avista feliz, amigo, a última onda do mar

Corre com sorriso de menino nos lábios

Faz de conta que é tudo mentira

E rodopie descalço no ar

 

Nessa fração inédita de segundo

Dita com tom de euforia

Levita do alto da escada

E começa seu novo luar!

Buquê (Héber Bensi




Hey, buquê, que está aí, achei que
Estivesse dormindo em meio aquela
Rua que vivia, ardente, gritando,
Chorando, temperança do resfriado

Neoliberal. Tentou nas cantigas a
Mostrar Old Square,alguma forma
Melhor que a Cecília mostrou, por
Todo jeito, com um toque genial.

Iremos cantar hoje? Virá comigo
Buquê, venha mostrar a poesia que
Sonha, e colore a ilusão da cidade.

É...


Não! Realmente não ando lá  muito bem! É que tem hora que um caminhão de saudade faz a curva sem avisar e me acerta em cheio ! Então eu saio catando memórias espalhadas pelo asfalto, pela sala, pela , praia, pela noite , pelo quarto...
E outro cigarro me assusta ao me deparar com minha nova face no espelho. 
Onde está o  sorriso que estava ali?? Essa ar desconhecido não é meu!
Bobagem... Tudo se resume em espanto e esse espanto tem forma de eco. De um lado pro outro e o tempo criado conta. O que será que existia na segunda rua á direita que eu nao segui?
Agora ! E agora?? Agora de madrugada e esse silêncio chato me ouvindo calado, mudo, com cara triste de quem de verdade está dividindo essa dolorida taça de vinho.
Eu fico pensando o que aconteceria se as contas estivesse vencidas,  o condominio atrasado, a luz cortada e a cabeça no espaço... Ainda bem que existe amanhã...

segunda-feira, janeiro 05, 2009

A mãe é ser !


Mais uma manhã me olhando com cara de ânimo. Ela mesmo bate em minhas costas como quem diz: _Coragem ! Há um mundo aí fora! O meu sono desregrado nesse instante me chama pra cama, faz de conta que o sol é a lua e que já está muito tarde para estar de pé.
A imagem que fica por detrás do fechar dos olhos é um mundo feliz. Mundo onde existia sorriso, existia amigos, existia piada e existia mesmo  Mãe!
Vejo agora um livro assassinado, um livro aleijado onde um louco arrancou variadas páginas, fazendo com que agora não exista mais começo, nem meio , nem fim.
As páginas se misturam e o enredo fica confuso. O final feliz esta no começo, o drama no meio e as incertezas no fim, no começo e no meio. Basta sorrir ! É só não ter espanto!É so ligar a televisão bem alto, com uma música alegre e descompromissada , que faça as pessoas sorrirem e espante a nuvem negra de pensamentos opostos pra bem distante.
O trem passou! O carro passou! De longe fica uma visão de nostalgia... Uma angústia danada... E passarinho que canta bem perto da minha janela humilha toda existência , mostrando como é sofisticadamente simples a face da felicidade! Mais um brinde ! Amén!

domingo, dezembro 28, 2008

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Feliz


Contrariando essa manhã
E esse sol impune
Um sorriso se vez vivo
Onde mesmo não cabia

Surpresa tanta! Susto!
E a gargalhada estava em ciranda
Com passos variados, varias posses
E um leve ar de certeza...

Tamanho pranto do outro eu
Que nada veio a entender
E fugiu apagando as luzes
Esperando o café da manhã

E o mar pareceu mais iluminado
As pessoas eram interespaciais
O coração esguichava sangue quente
O tempo parecia feliz!

domingo, dezembro 21, 2008

Falta


A dimensão que eu vivo agora não tem cor. O lado que eu tanto temia invadiu o espaço e se tornou lado inteiro. O relógio so me lembra o quanto eu quero que ele combine com o tempo uma mudança brusca, afim de que os passos sejam mais velozes e a certeza única mais iminente. 
Preciso agora de um relampago. Preciso agora de um nada gigantesco. Ou sera que preciso acabar de vez com essa loucura e tingir de vermelho meu tapete branco??
Nunca mais eu havia visto o sol as 5 e 27 da manha,e , agora, este fato se tornou corriqueiro , e pelo convite da madrugada insistente me perco nesse devaneio e espero os raios amarelos invisiveis que invadem meu quarto.
Meu tempo é bom...
Meu tempo é curto...
Meu tempo é de dor...
Haverá escondida num baú a alegria concentrada?? A janela mente pra mim na imensidão do mundo, menti cegamente que me perco nas nuves bailarinas que indicam a discordanao de tudo que sonhei, de tudo que planejei , de tudo que seria a aurora mais colorida.
Tudo bem. Esta passando. 
Quando não houver mais oxigenio: Eu aviso!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Eu queria ter uma filha

Numa dessas noites especiais...a inspiração!

O Triste




O
triste levanta as 10 horas da manhã ainda com sono. Ele olha no espelho e vê o esboço do que seus pais tanto sonharam. As memórias do triste trazem alegrias e desgraças. Ele pensa em que desgraçado segundo sua vida ruiu, seu sonho virou poeira e suas mazelas tomaram rédeas de sua vida. Mas como todo triste , ele ainda sonha... Sonha e pensa que tudo vai virar felicidade ( e pensa cegamente nisso), que os filhos um dia enfeitaram seu jardim colorido e que o natais serão como há décadas atrás. Ele faz seu trajeto rotineiro de cada santo dia, percebe o perfume nos cabelos da menina que senta ao seu lado na vã e imagina como seria divino sentir aquilo mais de perto. O triste vive num mundo onde nada é ruim e divaga, o que faz sua tristeza se agravar ainda mais. O triste esqueceu que todo sonho custa caro e ele não tem dinheiro nem pra voltar pra casa, nem pra tomar uma pinga e quem dirá um ônibus... Ele vai voltar a tardinha contando as flores e admirando o mar nervoso que destroe a orla furiosamente. O triste uma vez comparou a fúria do mar com um olhar que recebeu de uma pessoa que amava muito...
O samba triste que tocava num bar encardido a beira mar chamou atenção do triste. Naquele instante, meio que por instinto, o triste sentou na ultima cadeira e pediu um conhaque. Bebeu e batucou o samba inteirinho na mesa, misturando o amargor da bebida com os dissabores daqueles últimos meses. Pensou na ponte do mar, no alto do prédio , pensou na garrafa inteira de conhaque , pensou na corda no pescoço e só o que lhe desviou o pensamento foi o amor que ainda amarrava a condição de um triste a continuar, amor este que respondia pelos nomes de amanhã, desejo  e esperança.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Seu Tião


Cada dia ele olhava pras velhas fotos. Via sua vida concretizada e sorria o riso do vencedor. A simplicidade do seu caminho era traçada em felicidades vistas nas rugas de seu rosto sereno. A criança pobre e arteira dera lugar a um homem forte, decidido e de uma alma tão bem humorada que ate Deus gargalharia ao seu lado. Os seus filhos eram o espelho de seus sonhos. Ele dera a vida que não teve para eles. Ele era o pai que queria ter tido. Todo domingo acordava cedo e os pequenos que eram seus fãs já o ladeavam pro passeio sagrado de todo fim de semana. Era extensão de seu sangue o amor apaixonado pelo Atlético Mineiro, e, ir ao Mineirao era uma espécie de missa. Ele que tinha 10 irmãos mantinha em seus princípios o amor a família, aos costumes de bem e a luta pela vida. Seu jeito simples e alegre fazia tudo parecer fácil, tão fácil quanto um gol de Reinaldo com a camisa do galo. Sua esposa era o alicerce de sua vida, ela conseguia traçar juntamente com ele uma historia de realizações. Aquele jeito singular de ver tudo com olhos calmos atraia ao seu redor tudo que era bom, e ser seu amigo era algo que trazia uma dignidade so pelo ser. Subiu na vida devagar, gradativamente e todos os seus atos eram nada mais que um reflexo da sua forma de agir e de encarar o mundo. Sorria com sua esposa a cada raiar de segunda-feira, beijava cada filho antes de encarar sua rotina costumeira e prometia alegria quando regrasse. Tinha suas manias e seus vícios, gostava de futebol e era um exímio meia- direita do time verde do clube. Contava piada no depois das partidas e roubava no jogo de truco tão bem que era sempre disputado para uma dupla. Bebia cerveja sorrindo. Ouvia os amigos paciente. Contava a ultima novidade e comentava discretamente pelo canto da boca sobre a morena de shortinho amarelo e minúsculo que sambava faceira pelo quiosque com um copo de cerveja na mão. O seu trabalho era sua grande paixão. Vivia em meio a novas conquistas, ao reconhecimento profissional pelas ideias que aplicava e tudo aquilo que um sábio agricultor colhe na grande safra. Era um jogador experiente. Sabia exatamente a hora de fazer a jogada perfeita, de dar o chute certeiro, o golpe de mestre. Nos seus momentos de folga não hesitava em pegar sua esposa perfumada e partir matreiro e feliz para uma gafieira, um samba de roda ou um show de musica sertaneja. Dançavam feito dois iniciantes e o baile todo parava pra admirar e aplaudir aqueles dois tão cheios de vida, de leveza e de gingado. Controlava as caipiroskas da sua mulher com todo seu estilo, quando percebia que o alcool já se fazia nitido no cantarolar da morena, ele a tirava rapidamente pra mais uma rodada no salão. O mundo parecia ser fácil. Tudo parecia que era simples demais. Ele passava pros seus próximos que a grande jornada de existir sempre teria um final feliz como em toda novela, toda musica alegre e todo filme de amor. O sorriso que quebrava as barreiras. O prazer de ser benquisto até por um militar. A certeza de que se ter esperança sempre faz do coração uma nave espacial com o poder de conquistar varios planetas, varias estrelas e varios outros tantos corações. Hoje ele continua sorrindo. Brinca com seus netos despreocupado. Bate sua bola todo fim de semana. Reclama do juiz. Gosta que a esposa sirva a comida quentinha no prato como faz a tantos anos. Apenas não perdeu a mania de reparar nos shorts curtos das morenas que sempre desfilarão apetitosas, sugestivas, misteriosas e infinitamente convidativas a seus olhos sempre, sempre, sempre atentos!!!!!!!!

Eu escrevi um poema triste




Eu escrevi um poema triste

E belo, apenas da sua tristeza.

Não vem de ti essa tristeza

Mas das mudanças do Tempo,

Que ora nos traz esperanças

Ora nos dá incerteza...

Nem importa, ao velho Tempo,

Que sejas fiel ou infiel...

Eu fico, junto à correnteza

,Olhando as horas tão breves...

E das cartas que me escreves

Faço barcos de papel!


A Cor do Invisível - Mario Quintana

terça-feira, dezembro 02, 2008

Ismalia 2008

Tanto Faz


Tanto faz

Se a música da chuva é nova

Se a cidade sorri a noite

Tanto faz...

Sempre aquela explosão

Outra vez um porre seco num copo invisível...

De novo a vida distante

Num livre arbítrio que deseja matar...

Há na porta um risco pálido

O rabisco esquecido!

O espaço vazio da sala

Assiste o desabrigado embriagando-se...

Tanto faz agora

Se é no intervalo dos gols noturnos

Na chuva que molha a cama

Agora mesmo : Tanto faz...!!!!

terça-feira, novembro 18, 2008

A Lápide


A lapide solitária
Lá no alto do cemitério
É um mundo de mistérios
Que um dia hei de habitar...

E haverá chuva e sol
Solidão e silêncio agudo
Flores em volta da casa
E o vazio sempre ao avesso

De um lado a planta parada
Tocada só pelo vento
E a cidade olhando distante
Num tempo que já não se faz.


quarta-feira, novembro 05, 2008

Luto


Escondido
Pra sentir a dor
Despejar em lágrimas
O luto oculto!

Olhando perdido
Finjindo estar normal
Num sorriso forçado
Que busca os céus

O que fazer no momento
Exato momento
Em que o perfume te invade
E revela a saudade???

E novamente a rua, fidelissima
Segura minhas mãos
Solta os meus passos
E me leva calmamente destruido...

terça-feira, outubro 28, 2008

A Bolsa


Emoções, bilhetes e batons!
Dentro da bolsa colorida...
Que por si própria é mesmo ácida
Ácido novo em minha vida...

Espelho, foto e telefone!
Preenchem um pouco a doce vida
De noites turvas em mar de álcool
Dentro da bolsa colorida!

Os olhos vivos de lua cheia
Algumas certas anfetaminas
Perfume mescla o inferno e o céu
Dentro da bolsa colorida!

Cartões que salvam e que destroem
Armas secretas, alternativas...
A vida não teria graça
Não fosse a bolsa colorida!!!

Maré



O que me intriga mesmo

É saber que esse mar calmo

Ora nervoso

Só observa o passar do tempo...

Vem bailando em ondas

Dançando com o vento

Desprezando as tempestades

Numa coerência que assusta

Parece um amor que absorvi

Na sua inconstância de marés

Na profundidade

E na imensidão

Faço dessa leveza verde-azul

Um descanso para minha loucura

Um exercício para minha calma

E uma esperança para toda morte!

segunda-feira, outubro 27, 2008

Triste



Que tristeza é essa
Que arrebentou as portas
Derrubou os muros
E avançou os sinais??

Deixou a alegria deitada
Esmagou o inocente sorriso
Bailou sobre seu corpo
E fez sangrar a esperança??

Nessa hora abandonada
Se apoderou da fraqueza
Despiu a solução possivel
E se atirou lá do alto!

Fez seu reino sem perguntar
Despejou soberania
Arrancou corações
E fez total preto e branco...

quinta-feira, outubro 23, 2008

Onibus


Eu não caibo nesse ônibus que passa apressado as 5 da manhã. Acho que sou livre demais pra estar dentro dessa máquina que carrega pseudo-escravos para a imposta rotina. Ficam na casa dos passageiros o sono leve, o último cd que o adormecer cansado nao deixou que tocasse, fica o amor da mulher que dorme serena e fica a vontade de decorar o sono dos filhos.Talvez o meu erro maior seja sentar nos bares junto a loucura, contar pra elas alguns segredos sagrados e depois ir embora fingindo ser sóbrio. Aquele onibus me assusta!Seria ele o caminho certo pro fim do mundo ou seria ele toda redenção de que o bicho- homem necessita? Essas perguntas constantes sempre me acompanham no quarto. Sempre vem um fantasma vestido de raios solares.Sempre apago sem me aperceber que outro dia ja castiga meu cérebro por antecipação, e que de novo o onibus macabro faz o seu insano balé, indo e vindo , deixando no ar todo um mundo que foi, que é e que poderia ter sido.Sigo andando... Um brinde!

terça-feira, outubro 21, 2008

Gran Finale


Vou te amar a distancia

Feliz por espiar o seu andar

De longe , perplexo

Sabendo de tudo que é impossivel

E vou querer dormir depressa

Pra sonhar com seu sorriso

Com os beijos que nao terei mais

E com o ciume que te invadia

Vou te amar agora de longe

Torcendo por voce

Pelo seu florescer

E pela destruiçao da angustia

Agora aqui de longe

Serei seu anjo da guarda

Seguidor do seu perfume

E morto antes do tempo!

sexta-feira, outubro 03, 2008

Calma



Ora! Veja bem...Não há de ser nada! Tome esse calmante e vá para casa. Quando chegar, tome um banho, coloque um cd, depois acenda um cigarro e pense na vida. Mais tarde coma alguma coisa, de uma volta pela praia, observe as ondas , os passaros e todos os zumbis ao lado.
Quando estiver um pouco cansado, se sente numa mesa de bar. Peça uma cerveja, acenda outro cigarro e tente nao se lembrar do que te doi. Fique por ali um bom tempo. Fique calmo. Fique tranquilo. Deixe tudo de ruim a cargo do vento e quando voltar pra casa descanse...em paz!

sexta-feira, setembro 12, 2008

Maldito Guarda - Roupa


Nesse maldito guarda-roupa

Encontrei uma foto antiga

Com palavras de amor

Que me trazia a saudade

E mesmo nessa outra idade

Nessa outra cidade

A lágrima não resistiu

E trouxe um frescor á face

O cigarro insistente

As cores do apartamento

Revendo seu olhar de paz

Que hoje me tira o sossego

O relógio me chamou confidente

As 4 horas me assustavam

Um momento partido em pedaços

Num tudo que nunca acaba...

segunda-feira, setembro 01, 2008

Errado!


Errado!
O peso desse coração

Equivale exatamente

A essa bomba absurda

Que devasta sem lucidez

A embriaguez que se faz desordem

É um fato consumado!

Consumido!

Bem no limite imaginado.

Essa voz que persegue!

Esse tempo que insiste!

Desenhos inteiros da noite

Tudo que não posso dormir...

Se existe perdão pra causas humanas

Dos que nao acreditam nos céus

Sera perdão regado á vinho

Que representa a face morta da paixão.

segunda-feira, julho 21, 2008

Veloz


Esse coração

De repente

Sem ninguem entender

Acelerou os passos


Parecia que cada veia

Tinha sua propria urgencia

Cultivavam caminhos opostos

Cruzavam sinais


E num descuido tolo

Houve um choque arterial

Havia um veneno chamado amor

Bem no centro do peito


Esse coração tão rapido

Pediu que desligassem as luzes

Partiu para um ato derradeiro

E nunca mais quiz voltar...

terça-feira, junho 10, 2008


Foram dois vicios tao loucos

Que a razão nem percebeu

As duas cores sinceras

Tudo aquilo que era meu

A alegria depois do gozo

Tinha face de saudade

Essa casa tão distante

Lembrava outra cidade

As promessas do momento

Era retrato de um passado

Que hoje se revive

Emoção de todo lado

Mas o vicio que ficou

Tinha gosto de amor

Verdade insandecida

Que sufoca qualquer dor !
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